Comi as estrelas ao firmamento
Engoli as luzes que orientam e
Mentem com quantos anos têm
Deixei o escuro da abóboda falar por si
E contar a história que ansiava
Hei-de lembrar-me pela hora matutina
Agora rio-me com um maníaco
Sabendo que os tenho todos em mim:
As estrelas, os tecidos e os pontilhados do céu
Sabendo que os navios
Já não apontam à saciedade do celeste
E que olhar a noite já não tem solução romântica ou bonita
Para que se lembrem do que havia
Terão de me cortar ao meio e buscar as estrelas que comi
Os abraços que não dei e as palavras que calei
Porque devolvendo o que do céu foi um dia
Devolverão também o que fechei
Em copas junto aos astros que engoli
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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