quinta-feira, 17 de novembro de 2011

E sigo, e ponho, e vejo
Mas não sei de que valerá
Essa utopia idílica
Sonhos arrastados pelo chão
Estandartes caídos

E digo, e sonho, e beijo
Como quem se lembra
Tantas vezes de quem ficou
E de quem veio

E penso, e quero, e lanço
Esperanças ao mar, quais âncoras ferrugentas
De usos infrutíferos ou inacabados

E calo, e torno, e a triste
Sina dos que não sabem
Mas vivem, sentem, são!

E vivo, e morro, para sempre
Naquele ciclo que o destino a todos reserva
Ao círculo desconhecido a que retornamos
Um dia

2 comentários:

Vitor disse...

E te digo,que não poderia ficar indiferente a que assim pensa e escreve!

Alpha disse...

Muito bonito Miguel, continua ...bjinhos