Quis dizer-te um dia
Que não cruzasses a soleira
Da vida, que um dia quis
Que o fizesses sobranceira
Volta, pois de braços abertos
Eu te receberia
Passa o tempo e eu olho o relógio malvado
Lembrando juras de amor que dizias
E eu que de culpado
Tenho apenas o amor que te dediquei
Todos os dias
Envelheci, sabendo mais do que queria
Vivendo menos do que sonhava
Sonhando mais que vivendo
E, devagar, morrendo (sem ti!)
Quis sussurrar-te um dia
(Esse dia em que fechaste a porta sem olhar para trás)
Não vás, não vás
Fica antes aqui, à lareira da vida
E bem, que me resta?
Um pouco de pão, uma acha de fogueira perdida
E as juras que dizias, que eu ouvia deleitado
São desventuras da vida
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
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4 comentários:
...voltarei,depois de me livrar desta bebedeira de sono...beijinhos Miguel até já...
Já passou...:-)(o meu sono)...e, o que tu quiseres também...São sempre 2,os necessários, para a plenitude de qualquer coisa (sozinhos ainda não aprendemos a sê-lo)...Deita fora esse "relógio malvado" que teima em marcar esse tempo de distância, ...compra outro, que marque um tempo diferente, de novas oportunidades e que ao mesmo tempo marque o tempo de esperança para invocar o passado...há relógios no mercado capazes de fazer isto...que marcam 2 tempos em simultâneo, até que um deles seja sobranceiro...quanto às juras, quase todas são desventuras no futuro, mas no momento em que proferidas, são aventuras fantásticas partilhadas entre quem as diz e quem as ouve (2, portanto)...(Não leves a mal, dormi demais...por isso, escrevi demais)...bjinnhos, continua a escrever
...Ia jurar que um dia não distante hás-de ser gente grande na escrita,e só não digo "já és",por uma questão de "marinar" a opinião,expressão tão utilizada por alguém que nós é muito querido,embora em contextos diferentes,e que tão bons conselhos nos dá!
Tal como o Vitor, mas sem ser preciso estar em vinha de alho, reafirmo Miguel...temos muito talento, serás se o não és já GENTE MUITO GRANDE NA ESCRITA. Bem hajas. (tenho uma filha da tua idade, também uma apaixonada pela escrita) Um grande beijo de quem também muitas vezes mata a sede e a fome com palavras. Adelina
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