E eu te seguirei até ao fim do mundo
E perseguirei qual louco vagabundo
Me disfarçarei
Nas tuas sombras delicadas
E no negro da noite,
Na escuridão da meia-noite
Não me notarás, meu amor
Nesse teu rasto encantador
Por ruelas esquecidas passarás
Em passo rápido, mordaz
E de forma inerente
Atrás estarei eu
Sem reparares
Quase demente
Atrás de corpo teu
De formas similares
Mais elementares
Devoção obediente
Ainda não notaste
Que te persigo pela cidade
E pelos campos e oceanos
E pelos ares levianos
E na atenção a igualdade
Que não consigo encontrar
Cresce-me a indignidade
E eu te seguirei até ao fim do mundo
E perseguirei num alento profundo
Maldição, eterna maldição
Estou preso, sem dúvida
Mas pelo coração...
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
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6 comentários:
Assim sim Miguel ... levas-nos a passear em grande ...
Parceiro do snooker, a coisa andou demorada…
Mas apareces-te em grande!
Abraço.
Está genial :)
Bem podes pensar em editar o tal livro que escreveste (aquele de que falas no "olho remelento"), pode ser que também venha a ser um best-seller da minha sala de estar também.
beijinho
vitor: pois, agora sim estamos de volta... temos de organizar mais um jogo de snooker...desta vez temos de estar atentos para eles nao porem mais bolas nos buracos com as mãos!
carolina: estou a trabalhar nisso... obrigada por passar por aqui!
Muito bom!!
Abraço
Tal pai tal filho?
Diferentes estilos, este sem Marias e Manéis na vida perdidos, mas nas letras achado, águas diversas onde vogam mas com a mesma capacidade de fazerem as letras aliadas suas em teias de encanto com que enredam quem lê ...
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