Uma flecha caiu
Vinda do céu, e assobiando.
É o aviso, o divino cavalgando,
E assim ressarciu
A coragem a quem era brando
Soam os sinos
Canta-se a última balada
À laia de despedida, "minha amada,
Esperarás? Tornarei a teus verdes cristalinos?"
Vem de novo a toada
Há fogo na alma!
Incendiou-se o homem, bicho
Que, por males de capricho,
Sucumbe a vivalma
Irão, pois, hoje de novo
Ajoelhar-se à coroa de quem lá tem
Suas vontades - mas pelo bem
Sempre do pobre povo
Já não há medo!
Perdeu-se no enredo
Do vir morrer na praia
Gritem! Corram!
Saltem os que se enterram
Nos moribundos prazeres do momento
E oiçam o silvo prateado
Da flecha que cravou!
A flecha é a morte do que ficou!
À vida, gente, ao desejado!
sexta-feira, 22 de junho de 2012
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Um comentário:
Por aqui continuam as coisas boas de ler! Muito boas aliás! Aliás, mesmo! Boas!
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