Quis dizer-te um dia
Que não cruzasses a soleira
Da vida, que um dia quis
Que o fizesses sobranceira
Volta, pois de braços abertos
Eu te receberia
Passa o tempo e eu olho o relógio malvado
Lembrando juras de amor que dizias
E eu que de culpado
Tenho apenas o amor que te dediquei
Todos os dias
Envelheci, sabendo mais do que queria
Vivendo menos do que sonhava
Sonhando mais que vivendo
E, devagar, morrendo (sem ti!)
Quis sussurrar-te um dia
(Esse dia em que fechaste a porta sem olhar para trás)
Não vás, não vás
Fica antes aqui, à lareira da vida
E bem, que me resta?
Um pouco de pão, uma acha de fogueira perdida
E as juras que dizias, que eu ouvia deleitado
São desventuras da vida
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
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