Amanhecia o sol
Como o raiar de um novo dia
Como beijo maternal à Terra que desperta
E que esse beijo mordia
Meu amor
Nunca soube se desgraça eras
Ou se da vida me arrancavas
Se me adormeceras
Acomete-me essa inspiração
Agora de luar tardio
E de um uivado sozinho
Perdido na noite
Perdido no fastio
Do caminhante
Que se senta à luz escura
Do luar dançante
Cerro as mãos
Como o Sol que quer a Lua
E que cai no sono dos irmãos
Separados só por escolha tua
Entre os teus braços
Anseio pelo amor que tarda
Pela felicidade que resguardas
Em teus fugidios abraços
E se é desejo de geração
Não saberia responder
Levo comigo a canção
Dos enamorados
Que com a Lua se querem perder
Perde-te no beijo carinhoso
Do Sol que desperta a Terra
Nesse beijo que a vida desterra
Para sempre à escuridão do luar
E olho a noite no silêncio dos inocentes
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
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9 comentários:
Muito bonito Miguel,...mesmo. bjs
Obrigado alfa... Bom saber que aprecias! Beijinho
Rato ... como aprecio ler-te!
Miguel,com passo certo
em teu caminho
quiçá um dia em cima do palco
declamando teus versos,acompanhado de um piano.
Miguel...certamente que tens escrito de Janeiro para cá, mas... podias continuar a partilhar alguma coisa connosco...permanecemos à espera das tuas palavras sem vícios...beijinhos
alfa: tenho, de facto, escrito, mas numa pequeno caderno que espero um dia publicar (com as pressas e sossegos de escritor mais jovem...) entretanto, paciência e um outro obrigado pela espera..!
:-)
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