terça-feira, 20 de janeiro de 2009

História de Portugal Resumida em Verso

Portugal, honrada glória
Contra os mouros a vitória
Levou à Coroa portuguesa
A títulos grandes e nobreza

Feudalismo e vassalos
Em campos e castelos trancados
Sob as ordens de fidalgos
Em poder ensolarados

A Igreja controlava
A fé e leis de nosso reino
Ao nosso Rei aconselhava
E ao nosso povo ensinava
Um bom e submisso treino

Os pobres lá trabalhavam
De impostos carregados
No Palácio, festas passavam
Para os nobres, tão amados

Veio a peste e dizimou
Povo pelo continente
Mortes dor e sofrimento
Arrasaram tanta gente

A coisa melhorou
E em barcos se embarcou
Capitães e marinheiros
Para buscar riquezas escondidas
Da capital mensageiros
Atrás de terras perdidas

Dobraram-se cabos e baías
E os negros viram chegar
Sob cantos e sinfonias
Os portugueses fascinados

Levávamos a Bíblia na mão
Com palavras evangélicas
E eles as terras e recursos.
De repente, na confusão
Tinham eles os discursos
E nós, por invasão
Sua propriedade e escravidão

Sobre vários continentes
Colónias fortes se fizeram
E Portugal era num repente
Uma potência desmedida
Com dinheiro para a vida!

Foram tempos de alegria
De moda, arte, arquitectura
De cortes, ouro e boa via
De admiração, de literatura

Veio a indústria retirar
Toda a glória adquirida
Pois já todo o santo país
Tinha colónia assumida
(E rendimentos assegurados!)

Foram tempos negros
De caos e invasões
Terramotos, turbilhões
Destruíram de lés a lés

Veio então um sujeito
De peruca, muito fino
Pôs ordem nisto, reconstruiu
Portugal de ponta a outra
Com ideias futuristas
Modernas e artistas

Lisboa renasceu
Para o mundo, qual senhora
Madame bela pareceu
Era milagre,ora ora!

Mesmo assim muito atrasado
Estava o nosso Portugal
Ao estrangeiro ainda atrelado
Por dívidas dependentes
Quais vícios obedientes

Chocámos com Inglaterra
P'ra ligar Angola a Moçambique
Do Cabo ao Cairo queriam terra
E recuámos logo a pique

A República atacou
Rei D. Carlos e herdeiro
Sem pudor assassinou
A monarquia em passeio

Veio então um novo regime
De presidente e votações
Fraco e instável, mas sublime
Desgraça às populações

Convidou-se então um homem
A economia ensinar
Estava em Coimbra perdido
Oliveira Salazar

O dinheiro então chegou
Sobre a forma de ditadura
Para os cofres, bom recheio
Para imprensa, só censura

Para afastar tudo isto,
E com um nome de Revolução,
Com flores - cravos mil
Veio o 25 de Abril!

Uma democracia em acção
Ganhou lugar, pois então
Partidos corruptos, infiéis
Ocuparam os nossos batéis.

Portugal ainda está atrasado
Ninguém o pode negar
Mas com tanto problema atado
Quem nos pode criticar?

Miguel Pais

7 comentários:

redjan disse...

Assim de repente ... fantástico !

Ana GG disse...

Miguel, os meus sinceros PARABÉNS!

Vitor disse...

Quando acabei de ler, pensei estar perante um poeta de renome da nossa praça…afinal, eras simplesmente tu.
È caso para dizer: “Grande Miguel”.

Parabéns

Abraço.

Anônimo disse...

Nem sei que te diga... se agora escreves "assim"...O que será quando fores "grande"...
Muito Bom!!!!
Um grande beijinho

Graça

Anônimo disse...

Muito bem
Abraço
Alex (pai)

Unknown disse...

Miguel, fiquei deveras impressionado nao duvides nunca da tua capacidade de contribuir para a nossa cultura e ter duvidas do teu talento (que ja vem detras) e continuar a escrever, porque a partir de hoje vou estar atento a

tua escrita
AnonimoAbraço.

Anônimo disse...

Migul,
Sinceros parabens, fazia tempo que nao me emocionava. Escrita dum talentoso e promissor escritor.
Vou ficar atento a tudo o que publicares. Temos escritor e dos bons.
Abraço
Anonimo