E no fim havia o sol
A luz que chega e se entrega
E a marca petulante de uma memória estendida
O rasgo no ser que se dilui
O travar das sensações atrozes
E dos escárnios do bem-te-disse
No fim jurei para nunca mais
Sabendo que promessas destas
Já eu menti a mim mesmo sem as cumprir nunca
Com a consciência dos futuros precários
Das fendas mutáveis do desejo
E dos momentos de feroz indiferença
No fim havia eu de te ter contado.
Logo a ti, que nem do princípio deste conta.
terça-feira, 8 de julho de 2014
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