há risos no cais
quando chegam amigos
família, e os demais
quando sopram nos canaviais,
ventos e murmúrios antigos
ah, se soubesses quem és
e o que me fizeste
poderia cair a teus pés
poderias saber-me de revés
admira como me desfizeste
mas não sabes (e ainda bem)
vives ao sabor da inocência
desfrutas de ficar aquém
e deixam-te ainda também
um ser em ingénua existência
não será sempre assim
por mim, viveria contente
só de te olhar por entre a gente
mas todo o caminho chega ao fim
não há um que não assente
deixo a poeira assentar
fico por aqui, sem grande desígnio
guardo, porém, o pequeno fascínio
durará enquanto durar
enquanto prosseguir o declínio
do que sinto e que não sabes,
do que só minto e onde tu cabes
sexta-feira, 11 de abril de 2014
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